sábado, 15 de outubro de 2011

Reflexão sobre o texto Pontuação, Gramática e Legibilidade de Telma Weisz

                                                                             
Por Fabiana L. M. de Aquino


Disponível em: <http://www.sindinoticias.com/noticias,12777,pontuacao.html>.
Acesso em: 15/10/2011.


Leitura, elementos gráficos e compreensão, podem ser instrumentos de exclusão e inclusão, pois conhecer ortografia e entender a gramática da legibilidade que a autora define como um conjunto de procedimentos da escrita objetivando instruir a leitura; podem ao mesmo tempo incluir como excluir, afinal estes sinais gráficos possibilitam a leitura de mundo, ou seja, o sistema de pontuação gráfica serve como uma forma de comunicação entre o leitor e o escritor, porém muitas vezes acaba limitando os leitores que não tem muito conhecimento de escrita, pois quem não conhece o significado dos sinais acaba ficando limitado como leitor, pois os sinais gráficos contribuem para uma compreensão mais aprofundada da leitura, transpondo a alfabetizando para a função do letramento.
O que deve se chamar a atenção nesta reflexão é justamente ressaltar que muitas vezes a limitação é dada pela própria escola que deixa de ensinar o que é realmente importante, limitando os educandos ao simples ato da reprodução sem que eles entendam e compreendam como utilizar este conhecimento em suas vidas, os recursos utilizados no texto quando bem trabalhados podem dar autonomia leitora ao educandos e quando eles sabem utilizá-los possibilita a construção de um conhecimento significativo e com sentido para os mesmos.
O conhecimento que ainda é passado erroneamente nas escolas de redes públicas e particulares é o mesmo, não tem sentido apresentar espanto, pois a educação em geral está ensinando errado. A consciência de pontuação que está sendo passada é que “o ponto final serve para descasar, a vírgula para dar uma respiradinha e exclamação e interrogação para indicar entonação”, pode parecer algo engraçado, mas deve-se ensinar com mais conteúdo e uma forma de se trabalhar isto com as crianças é dar exemplos e pedir opiniões dos mesmos.  A escola está contribuindo para o fracasso dos estudantes brasileiros, do futuro da nação, e impossibilitando que estes assumam uma posição mais crítica em relação ao mundo que vivem, limitando as mudanças, afinal para mudar é necessário ao menos entender e se interessar pelo básico e a partir dele abrir novos leques de estudos e aprendizagens.
Quem tem a visão afinada percebe que a cada dia o ensino está legitimando a educação bancária que Paulo Freire (2011) apresentou em seu livro Pedagogia do Oprimido e assim limitando a Pedagogia da Autonomia (1996). Quando se aponta no texto que a exclusão está presente, outro fator alarmante percebido é que o sistema excludente e opressor acaba cada vez mais incentivando o abandono da escola, limitando a educação formal e a sua importância para a vida. Muitos professores acabam limitando os educandos sem perceber e sem refletir sobre a prática e sobre o que realmente é ensinar. Acabando assim esquecendo o real objetivo do ensino, como o da Lingua Portuguesa onde o seu objetivo deveria ser o de produzir a criatividade de produção de texto e criar uma visão crítica do educando quanto as suas produções, pois o ensino da ortografia é uma convenção que serve como um dos pontos de partida para o aprendizado, alfabetização e letramento.
Está mais que na hora de mudar a Receita de Alfabetização como é descrita por Marilene de Carvalho, ainda muito vista nos primeiros anos escolares e o pior, a questão se expande para além da alfabetização atingindo a outras áreas e anos. Ainda se vê o predomínio de ensino limitante como “receita”, impedindo a mistura dos ingredientes e a descoberta por outras combinações. A consciência que o educador tem que ter para que o educando tenha legibilidade em sua alfabetização e letramento, podendo se comunicar através deste conhecimento e se incluir e também de reconhecer que o erro nas fases iniciais da alfabetização é normal e é bom, pois a escola e o lugar ideal para se errar e poder através da mediação do professor refletir sobre o erro, e cabe ao educador partir das dificuldades dos alunos para construir um aprendizado significativo ao invés de fazer o educando seguir para um caminho de exclusão do mundo letrado, e não dar receita pronta, mas sim os ingredientes e um bom ensino, pois só desta forma aprendizagens significativas serão possíveis. Por fim, não há uma única maneira de se ensinar, como não há apenas uma receita de bolo, uma única receita enjoa mais cedo ou mais tarde, é necessário variar os sabores, as coberturas e os recheios. O educador deve ser ousado e praticar constantemente os seus dotes culinários em aula. É necessário enxergar os educandos não como números, mas como futuros chefs requintados e ver em seus erros novas possibilidades para a alfabetização.

REFERÊNCIAS


FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários á prática educativa. 36 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. 148 p.


FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 50 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011. 253 p.


Programa de formação de professores alfabetizadores.
Texto: Pontuação Gramática da Legibilidade.
Autora: Telma Weisz.

O Programa de Formação de Professores Alfabetizadores é um programa criado pelo Ministério da Educação lançado em dezembro de 2000, para orientar o trabalho pedagógico e ajudar a enfrentar alguns dos desafios do professor em sua prática.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ESCOLA COMO ESTIMULADORA DE CIDADÃOS LETRADOS

           Por Fabiana Marques de Aquino
            
            Estimular os educandos a se tornarem cidadãos letrados exige da função docente e escolar uma ação consciente de suas funções e que propicie um espaço democrático, onde o processo educativo aconteça de maneira significativa, sendo que por vezes isto pode ser uma tarefa difícil e trilhar este caminho pode apresentar conflitos, pois não há uma direção unilateral, são inúmeras vidas diferentes, e sim diversas possibilidades. Com isto pode-se pensar em atividades de leitura como uma destas possibilidades, pois trabalhar a leitura de forma significativa com os educandos é como direcioná-los para uma posição crítica do mundo ao qual vivem e assim o educador e a escola ganham uma postura estimuladora iniciando um processo educativo que tenha importância e sentido para os estudantes.
 Uma etapa indispensável deste processo é a aproximação do educador dos educandos para que assim possa conhecê-los melhor e descobrir seus anseios e motivações, esta etapa é fundamental, afinal, não se adquiri o prazer pela leitura com “um passe de mágica”, mas se adquiri através de um processo, o educador, por exemplo, deve estar próximo para saber qual livro pode interessar mais a um do que a outro. A leitura faz parte do processo de alfabetização, por isso oferecer às crianças formas de se interessarem pela leitura e tirarem opiniões reflexivas da mesma, dando sentido ao que é lido, é fundamental para o letramento, é preciso ler além das palavras e linhas e esta habilidade deve ser cultivada desde cedo. A escola tem a função de estimular o nascimento de cidadãos letrados, críticos, reflexivos, autônomos, respeitosos e conscientes de suas ações.
Com isto pensar em uma educação que tenha sentido aos educandos é antes de tudo respeitá-los, alfabetizando-os por meio de suas realidades particulares e coletivas, podendo neste último caso, fazer uma atividade que levante várias leituras diferentes mostrando a diversidade de identidades presentes em sala de aula. Organizar uma atividade que tenha como ponto de partida apresentar a realidade dos educandos, além de mostrar a diversidade, ajuda os estudantes a refletirem sobre outros pontos de vistas, dessa forma estimulando o respeito mútuo, propicia o pensar autônomo e a criticidade, tendo a possibilidade dos estudantes trocarem informações de trechos de livros enriquecendo seus vocabulários. O letramento segue a alfabetização e deve fazer parte do cotidiano escolar, não se pode resumi-la nas aulas de língua portuguesa, pois dentro de outras áreas também são necessárias a interpretação e o aprofundamento do que é lido e analisado.  
A escola deve ser um espaço que cultive perpetuamente a aprendizagem significativa e que respeite as individualidades e ritmos individuais, um espaço com um ambiente rico em aprendizagens que vão além da alfabetização e caminhem para o letramento, estimulando dentro deste processo o imaginário e a criticidade autônoma dos educandos, os preparando para a vida para além dos muros da escola. A cidadania deve ser estimulada desde a tenra idade e o letramento propicia a abertura de opiniões e visões. Está mais que na hora da escola reviver a função social que exerce, não mais reprodutora de conteúdos sem sentido, mas que possibilite uma consciência de mundo, pensar assim é pensar em  uma educação inclusiva que busca a harmonia em um mundo tão deturpado. A escola pode e deve ser um dos percursos a ser percorrido para um mundo melhor, construindo junto com os estudantes a consciência de cidadania por meio do letramento, pois conscientizar é incluir os educandos em suas responsabilidades como cidadãos, para assim, fazerem escolhas na vida de maneira autônoma a partir da leitura de mundo.

 Disponível em: < http://3rtudoseaproveita.blogspot.com/2011/01/o-mundo-em-nossas-maos.html>.
Acesso em: 14/10/11.

REFERÊNCIA
Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. 148 p.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Educação é direito de todos!

Disponível em: <http://mensagens.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/sabedoria-e-paciencia-na-educacao/sabedoria-e-paciencia-na-educacao-2.jpg>. Acesso em: 13/10/2011. 

Por Letícia Pereira Correia

Ser professor das camadas sociais desfavorecidas é muito importante, principalmente se temos a ideologia de que o ensino vai melhorar no Brasil, mas devemos agir, pois é necessária a conscientização de todos da área da educação, pois somos detentores do poder de oferecer educação para todos e deveras para aqueles que necessitam, a educação deve ser para todos.
Em nosso contexto histórico vimos que a educação foi por muito tempo aristocrática, ou seja, para aqueles que detinham poder ou dinheiro e desta forma a educação para os chamados plebeus era escassa e por vezes não aprendiam nem o básico.
Quando as camadas populares começaram a ter o direito à educação, era apenas o necessário que é ler, escrever e a fazer cálculos, ou seja, não era oferecido a esses alunos o direito e acesso a cultura e arte e nem a bagagem cultural era levada em conta.
Muitos anos se passaram e ainda não evoluímos muito no que diz respeito à educação, nossa realidade ainda é preocupante, atualmente existe o direito, porém não está exercendo sua função, pois a educação de qualidade não tem sido para todos.
Por esse motivo é necessário que haja preparação para nossos profissionais para que se possa levar a educação a todos, principalmente as camadas sociais silenciadas e excluídas.
Em minha visão assistência é um auxilio de caráter supletivo, ou seja, é um serviço social.  E entende-se por política social básica o que está nos projetos que envolvem a educação (escolas), saúde (postos de saúde e hospitais) e segurança (delegacias).
Creio que o que leva as pessoas à exclusão é a sociedade e preconceito a ela vinculado. Ao não aceitar diferenças, excluímos o que não conhecemos e não aceitamos o novo, é necessário desmistificar o passado cheio de pré-conceitos e abrir nossas mentes ao desconhecido de forma a aceitar, respeitar e conviver com as diferenças, pois afinal todos somos humanos só que temos particularidades e culturas diversas. Somente desta forma chegaremos ao que chamamos de evolução.
Assim como Paulo Freire temos que ter esperança de um mundo sem opressão e sem exclusão e que podemos mudar o que acreditamos estar errado, é preciso conhecer para transformar e colocar em prática uma educação libertadora, desta forma é necessário aceitar que sempre temos o que aprender, portanto temos que desenvolver nossa leitura de mundo no contexto da sociedade. 

A EXCLUSÃO DOS SILENCIADOS


Por Camila Aparecida de Araujo
 
Hoje, sabemos que a escravidão no Brasil e nas Américas promoveu, de forma brutal, o despovoamento do continente africano, tanto homens como mulheres e crianças sofreram esse abuso, mas antes da chegada dos africanos tal brutalidade já ocorria com os índios.
Quando se trata em abordar essa cultura silenciada, as escolas, como exemplo, não sabem trabalhar com crianças, jovens e adultos de classes sociais mais pobres, que em sua grande maioria são de negros e mestiços, pois, os livros didáticos ainda estão permeados por uma concepção positivista, cheias de fatos e feitos históricos, que geralmente são os brancos como heróis, desprezando assim a participação da minoria, que muitas vezes só aparecem de forma preconceituosa e violenta.
A Lei de Diretrizes e Bases Nacional (LDBN) diz que, “O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e européia” (art.26, § 4º), reconhecendo assim a necessidade de uma educação multicultural, sem nenhum tipo de discriminação cultural, social, sexo, etnia entre outras; cabendo ao professor se posicionar contra qualquer tipo de tais atitudes, esperamos assim que a escola assuma seu papel de socializar a  valorização e difusão da cultura.
Sabemos que a escola ainda tem um longo caminho a ser percorrido para que tal atitude seja, de fato, um instrumento de afirmação de uma identidade pluricultural, por isso, devemos propiciar por meio do ensino o conhecimento de nossa diversidade cultural e pluralidade étnica.
                                       

Disponível em: <http://psolriodasostras.files.wordpress.com/2011/08/grito.jpg>. Acesso em: 13/10/11.


REFERÊNCIA


BRASIL. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: 03/11/11.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Educação X Doutrinação

Por Anna Paula Strefezza

                Começarei com a uma história de Rubem Alves sobre dois ursos que caíram numa armadilha e foram levados para um circo. Um deles, com certeza mais inteligente que o outro, aprendeu logo a se equilibrar na bola e a andar de monociclo, e seu retrato começou a aparecer em cartazes e todo o mundo batia palmas: “Como é inteligente”. O outro, burro, ficava amuado num canto e, por mais que o treinador fizesse promessas e ameaças, não dava sinais de entender.
                Chamaram o psicólogo do circo e o diagnóstico veio rápido: “É inútil insistir. O Q.I. é muito baixo...” Ficou abandonado num canto, sem retratos nem aplausos, urso burro, sem serventia... O tempo passou.
                Veio a crise econômica e o circo foi à falência. Concluíram que a coisa mais caridosa que se poderia fazer aos animais era devolvê-los às florestas de onde haviam sido tirados. E, assim, os dois ursos fizeram a longa viagem de volta.
                Estranho que em meio à viagem o urso tido por burro parece ter acordado da letargia, como se ele estivesse reconhecendo lugares velhos, odores familiares, enquanto que seu amigo de Q.I. alto brincava tristemente com a bola, último presente.
                Finalmente, chegaram e foram soltos. O urso burro sorriu, com aquele sorriso que os ursos entendem, deu um urro de prazer e abraçou aquele mundo lindo de que nunca se esquecera. O urso inteligente subiu na sua bola e começou o número que tão bem sabia. Era só o que sabia fazer.
                Foi então que ele entendeu, em meio às memórias de gritos de crianças, cheiro de pipoca, música de banda, saltos de trapezistas e peixes mortos servidos na boca, que há uma inteligência que é boa para o circo. O problema é que ela não presta para viver.
                Por muitos e muitos anos, a pedagogia buscou inspiração nos modelos trabalhistas, inspirados por Taylor e Ford acreditávamos que a disciplina e o condicionamento aumentavam a produção e ao lucro. Valorizámos o trabalho incansável e segmentado. Separávamos a cabeça dos braços, do corpo e do coração. E sabíamos que uns serviram para pensar e outros apenas para executar, e fazíamos tal distinção nas escolas, afinal que lugar melhor poderia ter para preparar os seres humanos para a vida?
                E assim passamos a transformar crianças e jovens que carregavam em si um espírito selvagem, livre e cheio de ideias e sonhos em crianças condicionadas, temorosas, preocupadas em se destacar em sala de aula, para garantir chances de se destacarem no mercado de trabalho, crianças que buscavam a almejada estrela dourada na testa como representação de estarem no rumo correto, de se encaixarem num perfil desejado.
                Pecamos ao aceitar um modelo vindo de pessoas não especializadas em educação e atrevo-me a dizer, não especializadas em seres humanos, deixamo-nos ser adestrados como animais, sim animais, seres não dotados de razão e raciocínio. Mas os tempos mudaram, hoje temos um imenso avanço tecnológico, somos seres mais evoluídos, esclarecidos, dotados de um pensamento mais crítico, somos mais experientes. Mas, se isso é um fato, porque então nossas salas de aulas são exatamente as mesmas? Onde está nosso pensamento libertador, nossa educação para a autonomia? Também foram condicionadas.
                Condicionadas porque quem leva a educação de hoje é o aluno condicionado do passado, e pensar fora da caixa, leva tempo, é cansativo, demanda demais. E aí, por mero comodismo, repassamos a bola e doutrinamos mais 10, 100, 1000. Transformamos espíritos livres e ursos de circo.  Não estou alegando que não há educadores libertadores, só estou afirmando que ainda há uma grande maioria de doutrinadores, mudar a história da educação não será fácil.
                Acredito ser uma batalha imensa e dolorosa, principalmente pelo grande interesse político e social, mas cabe a nós, novos educadores, quebrarmos uma por uma as algemas de nosso povo.

(fonte: http://www.theweem.com/wp-content/uploads/2011/08/circus_bear_tn.jpg)

Referencias: Rubem Alves, em Estórias de quem gosta de ensinar, 1993. Editora Papirus 11ª edição.



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

HISTÓRIA, EDUCAÇÃO E SOCIEDADE: TRÍADE DINÂMICA

Por Giselle Lima

          No mundo nada é estático tudo é dinâmico, mas para que haja equilíbrio se faz necessária a presença da ação sinérgica de tudo o que o envolve. Na educação não é diferente, mas muitas vezes o que se percebe é um transitar desordenado no tempo e no espaço, acarretando a uma aparente involução de sua ação no mundo. Uma saída seria investir na educação solidária e humanizadora, sendo que a humanização só pode ser pregada por quem realmente tem a humanização plantada no fundo do coração.
          A sociedade contemporânea está doente e as maiores partes das pessoas também estão doentes e quando chega um educador para tentar ajudar, dando exemplos por vezes de ensinamentos de outras pessoas, mostrando o grito das vidas, os doentes falam: “- O mundo é assim mesmo, não tem jeito!”, “- Estes pensadores são todos drogados!”, “- Você escuta esta música, isso era do meu tempo, este bando de hyppie!”, “- Este cantor não tem fundamento é um vagal”, “- São satanistas!”, “- Só fazem barraco!”. Como querer mudar a educação se muitas pessoas que se encontram nela ou pelo menos acham que se encontram, nem sempre escutam o grito das vidas, o grito por mudanças. A mudança deve partir de dentro e não de fora.
          É certo que ninguém nasce ladrão, ninguém nasce corrupto, ninguém nasce se prostituindo, ninguém nasce se drogando, ninguém nasce etilista, algo faz com que se tornem isso, como também ninguém nasce um educador, mas se torna um ou não com o decorrer da vida, as pessoas podem ser ou não. Porém uma coisa é certa “se não reconstruirmos a educação, as sociedades modernas se tornarão um grande hospital psiquiátrico. As estatísticas estão demonstrando que o normal é ser estressado, e o anormal é ser saudável” (CURY, 2003, p. 81). Que educação formal, informal e não formal a sociedade precisa cultivar? Como está já se viu que é desumanizadora.
          Com certeza caso as pessoas refletissem e se espelhassem na pessoa de Jesus Cristo o mundo seria muito melhor, porém nem todos o seguem então nestes casos pelo menos poderiam aproveitar ensinamentos de outras pessoas. Como seria bom se a sociedade tivesse a amorosidade e a esperança de Paulo Freire, o caráter democrático e social de Célestin Freinet, a força e a autoridade carismática de Antón Semiónovich Makarenko, a sutileza de Rubem Alves, o cuidado pela Terra de Leonardo Boff, fossem críticos e ousados como Milton Santos, que compreendessem a microfísica do poder e a domesticação dos corpos de Michel Foucault, ou ainda refletissem sobre a questão da educação como reprodução como Pierre Bourdieu, desenvolvessem novas formas de ensinar como Maria Montessori, tivessem empatia e fossem centrados na individualidade das pessoas como Carl Rogers. Como o mundo seria mais habitável.
          Personalidades citadas marcaram a história e querendo ou não influenciam a sociedade, são apenas alguns exemplos, há inúmeros outros. As pessoas estão cegas na alma, viciadas pelo momentâneo, materialismo, vítimas do comércio desenfreado e destruidor do habitat terrestre. São pessoas consideradas controle remoto acelerado sendo o botão de stop congelado. Quem vê de fora esta cena se entristece, mas alguém ou alguns devem mostrar o quanto o homem está se autodestruindo, destruindo a própria vida, a vida que deveria aproveitar está sendo consumida pela cegueira. É chegada novamente a hora da mudança, virar a página mais uma vez, a dinamicidade de uma nova vanguarda para o século XXI é agora, que se comece pela educação. Já!

Imagem disponível em: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPVRAy7GR3WpeCR-MDKt78tum7SikoyEezaZCYfeoyeNlfFliFfSV461d03jZ_w7s2VWMkRyc_2ys_V6IYkakvz3lRMHbqzwOf40i7JBA2aZRNNh31XHEf2XJgPdj0lGpPx6cBX_Asfo8/s320/ampulheta.jpg>. Acesso em: 10/10/11.

REFERÊNCIAS

CURY, Augusto Jorge. Pais brilhantes, Professores fascinantes: educação inteligente formando jovens pensadores e felizes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. 171 p.

SARAMAGO, José. O ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 310 p.

domingo, 9 de outubro de 2011

A PEDAGOGIA DOS CARACÓIS

Rubem Alves

Disponível em: <http://patriciafabiano.blogspot.com/>. Acesso em: 09/10/11.


Por Giselle Lima

Uma inspiração de Rubem Alves acerca dos caracóis.
Sejamos educadores com as qualidades destes pequenos moluscos!

 Redijo aqui uma parte do livro das páginas 78 a 80 para uma reflexão.


Os caracóis são moluscos lerdos. Andam muito, muito devagar. Ninguém tomaria os caracóis como exemplo. Embora suas conchas sejam belas e construídas com precisão matemática, o que chama a atenção de quem os observa é sua pachorra. Caracóis não têm pressa. Falta-lhes dinamismo, virtude essencial àqueles que vivem no mundo moderno. Quem anda devagar fica para trás.

Quem imaginaria que um educador, ao observar um caracol, tivesse uma inspiração pedagógica? Pois foi o que encontrei numa revista italiana que se dedica a pensar os rumos da escola, CEM Mondialità. A fotografia que ilustra o referido artigo é ade um menino, rosto apoiado na carteira, a observar tranquilamente um caracol que se arrasta sobre a tampa da mesa. E o título do artigo é "A pedagogia do caracol". Caracol tem édagogia a ensinar? O autor conta o sucedido com uma menininha que, ao voltar para casa, se queixou à mãe: "Mamãe, os professores dizem: 'É preciso andar rápido, nada de vagareza, para frente, para frente!' Mamãe, onde é a frente?" E aí ele passa a falar sobre a virtude pedagógica da vagareza. Pode ser que "chegar na frente" não seja tão importante assim! Quem sabe o "estar indo" é mais educativo que o chegar? No "estar indo" aprende-se um jeito de ser.

Nietzsche se ria dos turistas que subiam as montanhas como animais, estúpidos e suados. Não haviam aprendido que há vistas maravilhosas no caminho que sobe. Riobaldo, do Grande sertão: veredas, concordaria e acrescentaria: "O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia". O adágio da Sonata ao luar, de Beethoven, tocado em presto seria um horror. As notas seriam as mesmas. Mas a beleza não se encontra no presto - ela está é na vagareza do adágio.

O autor do artigo aconselha os professores a estar com seus alunos no ritmo do adágio. Sem pressa. A lentidão é uma virtude a ser aprendida num mundo em que a vida é obrigada a correr ao ritmo das máquinas. Gastar tempo conversando com os alunos. Saber sobre sua vida, seus sonhos. Que importa que o programa fique atrasado? A vida é vagarosa. Os processos vitais são vagarosos. Quando a vida se apressa, é porque algo não vai bem. Adrenalina no sangue, o coração disparado em fibrilação, diarreia.

Observar as nuvens. Conversar sobre suas formas. A observação das nuvens faz os pensamentos ficarem tranquilos. As notícias dos jornais são escritas depressa. Por isso têm curta duração. Mas a poesia se escreve devagar. Por isso ela não envelhece. É sempre nova. Inventaram esse monstruosidade chamada leitura dinâmica. O que a leitura dinâmica pressipõe é que um texto é feito com poucas ideias centrais, tudo o mais sendo encheção de linguiça. A técnica da leitura dinâmica é ir direto à ideias centrais, desprezando o resto como lixo.

Já imaginaram sexo dinâmico, sexo que dispensa os "entretantos" e vai direto ao "finalmente"? Essa é uma maneira canina de fazer amor. Mas não é a isso que os jovens são obrigados quando, ao se preparar para o vestibular, se põem a ler "resumos" de obras literárias? O resumo de uma obra literária é o resultado escrito da leitura dinâmica. É preciso ler tendo a lesma como modelo. Devagar. Por causa do prazer. O prazer anda devagar. Você leu este texto dinamicamente ou lesmicamente?

             Como seria bom se a sociedade fosse mais devagar, mais mansa, mais humana, mais inclusiva, mais solidária, mais respeitosa, mais acolhedora, mais amiga, mais justa, mais educativa, afinal, assim, viver seria muito mais vida do que morte a cada dia. Ahh...como é bom curtir a vida ao som de uma bela música clássica!

REFERÊNCIA


ALVES, Rubem. A Pedagogia dos Caracóis. Campinas: Verus, 2010. 95 p.

Vamos fazer faxina em casa...


Disponível em: <http://criticaexistencial.wordpress.com/>. Acesso em: 09/10/11.

Psiu! Pessoal, não esqueçam de limpar o quarto da Educação lá no final do corredor.


Já trouxe os materiais...



Disponível em: <http://curitiba.olx.com.br/prestacao-de-servicos-de-limpeza-pos-obra-pro-mudanca-e-pos-mudanca-iid-22215035>. Acesso em: 10/10/11.


...só tem um problema, pois eu não achei uma pá proporcional à quantidade de sujeira.

ESTÁ NA HORA DE *INCLUIR" A EDUCAÇÃO DENTRO DAS PRIORIDADES NACIONAIS!

Por Giselle Lima

Quem sou eu?

Disponível em: <http://unidosparaincluir.blogspot.com/>. Acesso em: 09/10/11.


"NÃO HÁ MUNDO BRANCO, NÃO HÁ ÉTICA BRANCA,
NEM TAMPOUCO INTELIGÊNCIA BRANCA" (FANON, 2008, p. 189).


Que mundo vivemos?
Que sociedade estamos formando?
Que ética acreditamos?
Que vida estamos moldando?

Por Amanda Piraino

 
REFERÊNCIA

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008. 194 p.



*Mafalda*

Disponível em: <http://ucallitfiction.blogspot.com/2011_02_01_archive.html>. Acesso em: 09/10/11.

O que estão ensinando e como estão ensinando às nossas crianças?
Será que na faculdade é diferente?
Acertou quem optou por: NÃO.

Quais são os docentes que falam abertamente sobre: identidade e diversidade cultural, desigualdades sociais, linguagens urbanas, mundo do trabalho e cidadania? São poucos, pois se fossem muitos a educação não continuaria assim!

Por Giselle Lima

Estudo Errado

Gabriel O Pensador

Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=xgwQzprILM8>. Acesso em: 09/10/11.

Eu tô aqui. Pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
[...]

Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué, não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil.
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu...
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi

[...]
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências, só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente

[...]
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingnorante (...)

[...]
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais

[...]
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram para os meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada

[...]
Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim vocês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio [...]


Como é triste saber que a Educação Formal está amarrada em uma camisa de força sem libertar os pensamentos, mas limitá-los com as apostilas, os textos, os resumos, as provas, os vestibulares etc. será que um dia este "inferno" vai se apagar? Precisamos jogar água nas chamas que queimam a Educação da gente. Você de que lado está? Jogando mais galho para aumentar o fogo ou jogando água para apagar o fogo?

Por Amanda Piraino

Racismo é burrice

Gabriel O Pensador

Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=6kc1Dcs76TI>. Acesso em: 09/10/11.

[...]

Racismo é burrice
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice

[...]


Como podemos viver em uma sociedade que não valoriza a beleza da natureza como arte da criação, a diversidade dos povos, a exuberância das culturas, a maravilha da vida? Como podemos continuar aceitando preconceitos de todo tipo? Como podemos almejar um futuro melhor se não educam as crianças com uma visão humanizadora e sensível? O mundo caminha para o abismo, mas nós como educadores não podemos deixar que vidas caiam neste burraco sem fundo. Vamos colocar as mãos em ação.

Por Fabiana Marques de Aquino

Rosa de Hiroshima - Secos & Molhados

Pensem nas crianças mudas, telepáticas
Pensem nas meninas cegas, inexatas
Pensem nas mulheres, rotas alteradas
Pensem nas feridas como rosas cálidas
Ma, oh! não se esqueçam da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radioativa, estúpida inválida
A rosa com cirrose a antirosa atômica
Sem cor, sem perfume, sem rosa
Sem nada.

Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=1_GvcQTNEJE&feature=player_embedded>.

Essa canção foi composta no ano de 1973 e deixa claro o grito pacifista e poético pelo fim das guerras, especialmente a 2ª guerra mundial onde milhares de crianças, mulheres e homens foram mortos, mutilados e contaminados pela radiação exposta através de bombas nucleares despejadas em Hiroshima e Nagasaki.

Por Amanda Piraino 

Grupos sociais silenciados em rumo a uma nova História

Por Giselle Lima

O que é silenciar a vida afinal? Seria a morte? O nosso corpo sempre age até o último minuto para reverter o desequilíbrio interior, como também o é na História, ou seja, sempre mudando cenários ou pelo menos tentando e batalhando. A homeostase é constantemente buscada no interior dos corpos e mentes e no interior dos grupos sociais menos favorecidos, também vítimas da borracha da historiografia.
Concepções de superioridade e inferioridade são descritas na historiografia, porém será que são reais ou são escritos muitos mais silenciadores da verdadeira História oficial? É nítido que os livros didáticos de História e Geografia, por vezes, silenciam povos, tribos, culturas, famílias e a individualidade de inúmeros seres humanos. O que é legítimo em História? Algo é certo sabemos muito pouco sobre ela, afinal o que não se encaixa nela é somente o que ainda não aconteceu, pois do que sobra tudo faz parte.
O mais triste é saber que muitos professores não instigam a pesquisa desde a tenra idade, a busca pelo saber acaba se resumindo em folhas rasgáveis dos cadernos que podem ser cobrados em atividades, provas, vestibulinhos etc. O próprio ensino acaba silenciado as mentes, impedindo inputs ao sistema nervoso para descobrir e aprender novas Histórias. Como seria bom se os grupos excluídos fossem estudados, quem sabe assim os preconceitos seriam amenizados e as diferenças mais aceitas.
Os negros e os indígenas são apenas dois grupos considerados por muitos como sendo inferiores, mas não se pode esquecer que dentro destes dois grupos existem ainda inúmeros subgrupos que trazem beleza e exuberância à História da humanidade. Aprender sobre isso na escola ainda está longe de se efetivar em nossos dias, pois muitos se fixam em livros didáticos limitantes e não abrangentes.
          Atividades que englobam a História, a Geografia e a Literatura devem trazer para as salas de aula desde a Educação Infantil a diversidade social e cultural que compõe o país e o mundo. Conforme Fanon (2008, p. 53) “o homem é movimentado em direção ao mundo e ao seu semelhante”. É necessário levar em consideração que o semelhante não deve excluir o próximo se referindo à quantidade de melanina da pele ou aos hábitos e costumes que seguem, devem-se levar em consideração os Direitos Humanos que englobam a todos os seres humanos, ou ainda, a todos que se encontram na classificação de Homo sapiens.
O Brasil sendo um país rico em diversidade cultural deve deixar de ser preconceituoso, racista e excludente para enxergar e aceitar a sua verdadeira identidade no mundo, ou seja, o país mais colorido que existe, ou ainda, a Amazônia mundial. Os professores devem deixar de limitar o ensino com uma visão unifocal para começarem a serem educadores e estimuladores da curiosidade e da busca pelo saber constantemente, ensinarem a partir da maior escola que existe: a vida.
Imagem disponível em: <http://www.unesco.pt/cgi-bin/cultura/temas/cul_tema.php?t=17>.
 Acesso em: 09/10/11 ás 10:20).

 
REFERÊNCIA

FANON, Frantz. Pele negra e máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008. 194 p.

SELBACH, Simone. História e Didática. Petrópolis: Vozes, 2010. 158 p.

Pedagogia Empresarial na atualidade

Disponívele: <http://www.youtube.com/watch?v=MD1-9tcYhwY&feature=related>. Acesso em: 18/10/2011.

Por Giselle Lima

É visível que a partir da Revolução Industrial, ocorrida em meados do século XVIII, até os dias de hoje sucederam-se inúmeras mudanças significativas no modelo de produção. As transformações sociopolíticas, econômicas e a expansão das expressões culturais foram aparecendo com mais força. Novos modelos no campo do trabalho como o sistema Fordista e Taylorista nos Estados Unidos e o sistema Toyotista no Japão expandiram.
A visão capitalista começou a se tornar mais abrangente buscando produzir em maior quantidade, com menor custo e em menor tempo, tendo como meta final o lucro e a satisfação dos clientes, ou melhor, dos consumidores. Muitas vezes para suprir às demandas de produção as tecnologias começaram a tomar lugar de trabalhadores, levando a desempregos e usurpações de jornada de trabalho e salários ínfimos.
Uma triste colocação de Frederick Winslow Taylor em vida foi “o sistema de produção é mais importante do que as pessoas” (CARLOS, 2006), sendo ainda eternizado de maneira negativa como explorador da mão-de-obra. Henry Ford criou a ideia de produção em série e marcou a história da empresa, tendo influência na formação da classe média e do mercado consumidor. Mudanças que como se pode observar deram novos rumos à comercialização vinda da economia feudal.
Trocas de mercadorias, criação de animais e pequenas plantações mudaram da água para o vinho no decorrer dos anos. Por mais que ainda hoje se vê grupos que vivem destas modalidades, neste caso são os excluídos da sociedade, pois os grandes empresários são donos de multinacionais, hectares de terras que ultrapassam as fronteiras, criadores de gado de inúmeras cabeças e de uma infinitude de outras abrangências na ciência e tecnologia. A idéia mudou da adição para a multiplicação.
O sistema Toyota de produção é um exemplo de expansão, alta tecnologia e organização para lucrar e sobreviver até mesmo durante as crises econômicas. Porém, por mais que se invista em maquinários e produza produtos de qualidade, antes de tudo se faz necessário investir na capacitação das pessoas desde os funcionários até a chefia, ou seja, investir na educação da empresa, na união de ideias para um bem comum e um bem social. Formando pessoas mais responsáveis e solidárias uma com as outras. Parece até ficção, como querer juntar o lucro com o social, buscando principalmente o segundo, mas sem quebrar nenhum lado? No sistema capitalista vigente é difícil mais o democratizando quem sabe alguns passos não sejam vistos?
A Pedagogia Empresarial é uma área nova no campo da Pedagogia que pode ajudar a democratizar o capitalismo, ajudando as empresas a cresceram, mas não em detrimento das necessidades humanas, pois as pessoas são mais importantes do que os sistemas de produção. O mercado de trabalho não precisa de humanos robotizados, mas de humanos mais humanos. Nisto o profissional pedagogo detentor de uma função social de intervenção no processo de ensino e aprendizagem nas empresas pode ajudar.
A educação nas empresas é o maior passo para o sucesso. Empresas fechadas em rituais e tradições sem abertura ao novo são como madeiras podres, podem até serem usadas para produção de cadeiras, mas não servem para sentar. É necessário plantar novas ideias propiciando assim madeiras de boa qualidade que consigam seguir o ritmo do século XXI, não vou falar que tudo que é antigo é ruim, pois até mesmo madeira podre serve de moradia para fungos, pequenos animais e detalhes para obras de arte. Passar verniz por cima ou óleo de peroba não adiantaria, pois a mudança deve partir de dentro da empresa, não de seu exterior e de seu marketing muitas vezes maroto.
É necessário ter em mente que a vida é uma constante mudança, com altos e baixos como na bolsa de valores, porém propicia novas experiências. Na lógica só paramos de produzir quando morremos, mas em vida aqui na Terra é impossível querer separar a ideia de progresso, avanços tecnológicos, novos sistemas, excluindo deste cenário grande parte dos protagonistas, ou seja, as pessoas. O capital precisa aprender a ser um pai mais afetivo, não deixar morrer os filhos da sociedade na porta da empresa. As mudanças circulam soltas e se faz necessário lutar pela expansão de uma Pedagogia Empresarial global.

Disponível em: <http://livroaberto-01.blogspot.com/>. Acesso em: 08/10/11.


REFERÊNCIAS

CARLOS, Cássio Starling. O senhor do tempo: Frederick Winslow Taylor. Disponível em: <http://historia.abril.com.br/2006/edicoes/personagens/mt_200835#texto>. Acesso em: 08/10/11.

HOLTZ, Maria Luiza M. Lições de Pedagogia Empresarial. MH Assesoria Empresarial Ltda. Revista e ampliada em novembro de 2006, Sorocaba (SP). Disponível em: <http://www.mh.etc.br/documentos/licoes_de_pedagogia_empresarial.pdf>. Acesso em: 08/10/11.

sábado, 8 de outubro de 2011

ABC da educação


O que o AMOR tem haver na hora de educar? Só quem ama educa realmente.


Observação: aperte em cima da figura para ampliá-la.

Por Giselle Lima